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terça-feira, 17 de abril de 2012

Sequência de tédio...


Estou me sentindo cansada. Aliás, estou me sentindo exausta. Existem muitas coisas que não consigo entender e sinto muita falta das pessoas que estão ao meu lado. É como se, na maioria das vezes, as pessoas que convivo não me percebessem. Estou tendo compulsões alimentares, estou comendo sem fome, estou passando mal e não consigo parar. Preciso dos meus remédios, preciso de um abraço, de um apoio. As pessoas são sempre injustas, eu as ajudo e eles não retribuem em nada o que eu faço por elas. Estou sempre me colocando em segundo plano e quando quero pensar ao menos uma vez em mim mesma, sou a ruim da historia, a individualista, egoísta e bla bla bla. Julgamentos atrás de julgamentos.
Meu album da formatura chegou, antes tivesse sido extraviado. Minha mãe e o Axl disseram que meu cabelo não ficou legal, como se o resto tivesse ficado. Sei que não há nenhum motivo para que eles me achem bonita...  
“É muito difícil para mim explicar como me sinto e como me sentia. Os sentimentos realmente me avassalam. Houve vezes em que senti como se fosse explodir por causa dos sentimentos. Era como se minha pele fosse mover-se lentamente e eu me sentia como se tivesse sido apanhada numa armadilha. Eu sentia vontade de gritar ou fazer alguma coisa para aliviar os sentimentos. Eu geralmente escolhia me queimar ou cortar. Isto era um alívio para mim [...] O ato de mutilar-se é uma coisa muito poderosa. Mais do que controle, lhe dá uma sensação de existir. Você vê o sangue ou a carne queimada e você sabe que você é real.

Eu me lembro de me queimar uma vez quando estava me sentindo rejeitada e muito sozinha. Senti uma dor intensa e muito avassaladora por dentro, nas entranhas. A dor era emocional, não física. [...] Eu me senti como se estivesse no espaço, fora de mim. Assim era como eu sempre me sentia quando me feria. Estava entorpecida a ponto de sentir-me fora do meu corpo. É como quando você está sonhando. Você vê a si mesmo do lado de fora e tudo o que está se passando daquele ponto de vista. Eu me sentia muito leve, como se não tivesse peso. [...] Talvez a mutilação física tenha me permitido focalizar minha atenção do lado externo ao invés de na dor interna.
[...] Eu me sentia deprimida a maior parte do tempo. Às vezes senti que não podia prosseguir com a vida. Não é que houvesse algo tão errado com a minha vida, mas tinha algo faltando. É como se houvesse um enorme buraco dentro de mim. Às vezes quando estou sozinha consigo senti-lo — o vazio dentro de mim. Não há nada lá. Tentei muitas coisas para preencher este vácuo — comidas, álcool, drogas, sexo, relacionamentos —, mas nenhuma destas coisas o fez ir embora. Eu quero tanto me sentir inteira, mas eu simplesmente não consigo.”

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