"Estou tão só, mas tudo bem, raspei o cabeloE não estou tristeE talvez eu seja o culpado por tudo o que ouviMas não tenho certezaEstou tão empolgado, mal posso esperar para te encontrar láMas não me importo"
Minha vida tem sido cada dia mais difícil, fui diagnosticada com Transtorno de Personalidade Borderline (Limitrofe). È como estar em cima de uma linha tênue entre a sanidade e a loucura. Não é fácil tratar mal as pessoas que você ama e se sentir abandonada a todo instante como se o mundo fosse acabar de dentro pra fora. Desde os meus 12 anos pratico auto-mutilação, me corto sempre que passo por uma alto nível de estresse, mas muitas vezes esse estresse é imaginário, por isso as pessoas não entendem boa parte do que acontece comigo, porque tudo se passa dentro de mim... quase nada é real, nenhuma atitude minha tem muita explicação. Os motivos que me levam a alteração de humor são sempre os mesmo, o medo de estar só, de não ter mais ninguém. Eu era Ana/mia, hoje sou obesa. Não sou aceita em nada. Essa é a forma como eu me sinto, as pessoas sempre estão falando de mim, me olhando, me julgando. Acho que ninguém sabe o quão triste é quando você começa a criar na sua mente coisas que não existem e sofre por elas a ponto de querer se machucar. Sou culpada. Não afeto somente a mim mesma, machuco as pessoas ao meu redor, torno a vida delas um eterno jogo emocional. O Axl, não me aguenta mais, percebo claramente que o sentimento dele é dó. Embora ele esteja sempre ao meu lado, ele diz abertamente que isso não é doença, é manha, preguiça, falta de vergonha. Não é. Eu o amo com toda a minha vida e sou completamente dependente dele, embora não demonstre. Se ele diz que não pode me ver, para mim é o grande motivo para perder a noite chorando e me mutilando. Meu corpo não o agrada mais e eu não consigo encontrar um motivo plausível da parte dele para que continuemos juntos, mesmo assim minha vida sem ele não faz sentido algum.
Meus pais não sabem. Não quero trazer preocupações a eles. Talvez eles se afastem mais e me deixem. Parei o tratamento porque sai do emprego que tinha plano de saúde, agora não sei o que vou fazer. Cada dia é uma luta contra mim mesma, nunca sei qual será minha reação, posso até estar mostrando calma no meu rosto, mas por dentro há uma guerra. Uma guerra de sentimentos, Posso estar contente neste instante, mas isso não é garantia que no próximo minuto eu permaneça assim.
O que começou apenas como as confissões de uma Ana mia terminaram em uma doença psicológica que está afetando todas as áreas da minha vida. Até no trabalho, pois meus objetivos e metas são alterados a todo momento, ou seja eu nunca sei o que eu realmente quero, o que eu gosto, o que me faz bem. Só tenho medo do abandono, da rejeição.
Esse é o transtorno de personalidade mais difícil de ser tratado, alias o seu tratamento é praticamente inexistente, por mais que se façam terapias e mais terapias, o borderline será para sempre borderline.
Aqui eu inicio não só as minhas confissões de T.A, mas também as de T.P.B.
Aqui eu inicio não só as minhas confissões de T.A, mas também as de T.P.B.

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